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Categorias de produto

Tipos de curativo hospitalar: o que a categoria de material de curativo reúne

O que a categoria de material de curativo reúne, como a RDC 751/2022 classifica esses produtos e o que verificar na regularização e na compra.

Por Redação, BYTXPublicado em Última revisão em Como o texto é feito

O que a categoria reúne

Material de curativo é o nome comercial de um grupo grande de produtos que cobrem, protegem, absorvem, comprimem ou fixam. Na linguagem de compras, o grupo costuma reunir:

  • coberturas simples, como compressas, gazes e almofadas absorventes;
  • ataduras, de diferentes tecidos e formas de aplicação, para fixar ou comprimir;
  • fitas e adesivos de fixação, para manter cobertura no lugar;
  • coberturas de interface e de controle de umidade, de composição mais elaborada;
  • kits, que reúnem vários componentes em uma única apresentação.

A lista é ilustrativa. Cada produto tem nome, finalidade e regularização próprios, e o que define o seu lugar é o que o fabricante declarou à Anvisa.

Em que classe de risco costumam cair

A RDC 751/2022 não classifica por nome comercial: o art. 8 manda aplicar as regras de classificação conforme a finalidade pretendida do dispositivo. Por isso a mesma palavra, curativo, cobre produtos de classes diferentes. A regra 1 do Anexo I parte de que dispositivos não invasivos são classe I, a menos que outra regra diga o contrário. A regra 4 trata dos que entram em contato com pele ou membrana mucosa lesada e, resumidamente, separa por finalidade:

  • classe I, quando o produto serve como barreira mecânica, para compressão ou para absorção de exsudados;
  • classe II, quando o produto se destina principalmente a controlar o microambiente da pele ou da mucosa lesada, e em todos os outros casos não previstos;
  • classe III, quando a finalidade principal são lesões cutâneas que tenham produzido ruptura da derme ou das membranas mucosas e que só possam cicatrizar por segunda intenção.

Isso significa que coberturas simples de absorção costumam ficar na classe I, notificadas, e que coberturas com finalidade mais específica sobem de classe e passam a ser registradas. Esta página descreve a lógica da norma e não enquadra produto nenhum. A classe de um item é a que consta no processo da Anvisa, e a forma de ver isso está em classes de risco I a IV.

O que verificar na regularização

Para qualquer produto da categoria, a conferência é a mesma:

  1. localizar no rótulo o número da notificação ou do registro, precedido da sigla da Anvisa;
  2. consultar o número na consulta pública e ver a situação, que deve ser válida;
  3. comparar o nome, o detentor e a descrição do resultado com o rótulo e com a nota;
  4. conferir se a apresentação comprada, por exemplo a unidade, a caixa ou o kit, corresponde ao que foi regularizado.

Kits merecem atenção. O art. 2 da RDC 751/2022 isenta de notificação ou registro as apresentações formadas por dois ou mais dispositivos já notificados ou registrados, em suas embalagens individuais íntegras, desde que o rótulo traga as informações de cada um, incluindo os números. Em outras palavras, o kit pode não ter número próprio, mas cada componente tem.

Armazenamento e validade

Os produtos da categoria vêm com condições de armazenamento declaradas no rótulo, que o art. 47 da RDC 751/2022 manda trazer, junto com data de fabricação e prazo de validade, quando aplicável. Itens fornecidos em embalagem de barreira dependem da integridade dela: embalagem rasgada, úmida ou aberta tira o produto de sua condição declarada. A página de armazenamento e transporte mostra o que a norma de boas práticas pede de quem guarda.

O que exigir na compra

Para quem compra, institucional ou não, o checklist é curto:

  • número da Anvisa de cada item, válido na consulta;
  • nome do detentor e do fabricante, compatíveis com o rótulo;
  • lote e validade na embalagem, e na nota quando o contrato pede;
  • apresentação e quantidade por embalagem, claramente descritas, para permitir comparar propostas;
  • rótulo e instruções em português;
  • indicação de uso único, quando houver, respeitada em todo o ciclo.

Documentos da empresa fornecedora completam a conferência, conforme o que exigir do fornecedor.

Termos que aparecem em propostas e editais

Quem lê propostas de material de curativo encontra termos que ajudam a comparar, desde que se entenda o que cada um quer dizer. "Apresentação" é a forma em que o produto é vendido: unidade avulsa, caixa com certa quantidade ou kit. "Estéril" indica que o produto é fornecido nessa condição e exige embalagem íntegra. "Hipoalergênico", "respirável" e outros adjetivos de rótulo são descrições do fabricante, e só valem como exigência de compra quando o edital os define por característica verificável. Uma boa proposta informa a apresentação com todas as letras, porque preço por caixa e preço por unidade não se comparam sem isso.

Preços, marcas e comparações

Este site não publica preço, não compara marcas e não aponta fabricante. Para pesquisa de preço de compra pública, as bases oficiais estão descritas em pesquisa de preços. Comparar propostas de curativos só faz sentido entre itens de mesma finalidade declarada e mesma apresentação, com regularização conferida.

Quem define o item

A escolha de um material de curativo para uma situação concreta é decisão de quem acompanha a pessoa atendida, com base na avaliação clínica. Muitos itens dependem de prescrição ou de indicação técnica, e o tamanho, o formato e o modelo mudam conforme o caso. Esta página descreve o que a categoria reúne e como se compra com segurança, e não substitui a orientação do profissional de saúde.

Descarte

Depois do uso, o descarte de materiais de curativo segue o plano de gerenciamento de resíduos do serviço, e o grupo em que o resíduo se enquadra depende de sua condição. Para quem gera o resíduo, o ponto de partida é o plano do estabelecimento e a norma de resíduos de serviços de saúde.

Limites desta página

O texto é informativo, baseia-se nas normas citadas, em vigor na data da consulta, e não indica produto para caso concreto.

Regularização do produto

Todo produto para saúde comercializado no Brasil precisa estar regularizado na Anvisa, por registro ou notificação conforme a classe de risco, e o número da regularização pode ser consultado por qualquer pessoa na consulta pública da Anvisa. Veja como conferir se um produto é regularizado.

AFE, licença sanitária e responsável técnico

A distribuidora de produtos para saúde precisa de Autorização de Funcionamento (AFE) expedida pela Anvisa, com fundamento na Lei 6.360/1976 e nos critérios da RDC 16/2014, além de licença sanitária local e de responsável técnico. Entenda a AFE e consulte os dados abertos da Anvisa em dados.anvisa.gov.br.

Normas consultadas em 24/10/2026.

Produto de uso único

Produto marcado como de uso único não deve ser reutilizado. Este site não descreve método de limpeza nem de preparo de produto para saúde. Leia a página sobre a marcação de uso único.

Conteúdo informativo, não consultoria

Este conteúdo é informativo e se baseia nas normas citadas. A BYTX não presta assessoria regulatória nem jurídica, não protocola processo na Anvisa e não indica produto. Caso concreto se avalia com o responsável técnico da empresa ou com profissional da área. Mais sobre o que o site não faz.

Perguntas frequentes

Todo material de curativo é de baixo risco?
Não. A classe depende da finalidade declarada pelo fabricante. Há coberturas de classe I, de classe II e de classe III, e a classe consta do processo de notificação ou de registro.
O site indica algum item para um caso?
Não. O site descreve a categoria de produto. A definição do item é de quem acompanha o paciente.
Curativo vem sempre em embalagem estéril?
Nem sempre. A apresentação é declarada pelo fabricante e consta do rótulo, que traz a informação de estéril quando aplicável.

Veja também

Este site é informativo. Cada caso é avaliado individualmente: procure um profissional ou serviço de saúde.